O que fazer quando seu financiamento imobiliário não é aceito

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O sonho da casa própria tem se tornado realidade para muitas famílias graças a facilidade e diversificação de financiamentos imobiliários disponíveis no mercado. Até novembro de 2017, mais de 161 mil imóveis foram adquiridos por este recurso e 40% deste total foi feito pela Caixa Econômica Federal (CEF). O trabalhador deve se enquadrar em requisitos específicos para ter o crédito aprovado. Mas o que fazer quando o financiamento imobiliário não é aceito?

Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que 25% dos brasileiros tem o pedido de empréstimo ou financiamento negados. Os principais motivos são: ter o nome “sujo” e não ter comprovação de renda. Outros fatores também pesam para a recusa do crédito. A boa notícia é que há alternativas para você adquirir a casa própria.

Por quais razões um financiamento imobiliário não é aceito?

Quando uma instituição concede crédito para um terceiro, ela precisa estar certa de que a pessoa física ou jurídica tem condições financeiras de quitar a dívida. Assim, faz-se necessária a análise de perfil do consumidor. O banco tem o direito de negar o pedido de financiamento, mas deve fornecer justificativa, de acordo com o artigo 43 do Código de Defesa do Consumidor. Se o seu pedido de financiamento for negado, exija que a instituição informe o motivo da recusa.

Os principais motivos para que um financiamento imobiliário não seja aceito são:

  • Nome incluído no cadastro de inadimplentes: Os órgãos do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), Serviço de Proteção ao crédito (SPC) e Serasa Experian reúnem e fornecem informações sobre o perfil de pagador dos cidadãos. Assim, quando alguém deve uma empresa ou instituição, a mesma notifica estes órgãos. No entanto, as dívidas prescrevem cinco anos após as mesmas vencerem, ou seja, quando deveriam ter sido pagas, e quando há a renegociação. Nestes casos, o nome deixa a lista de inadimplentes.
  • Teto de comprometimento da renda: de acordo com a lei brasileira, o cidadão pode comprometer até 30% do seu salário com financiamentos e empréstimos. Assim, se uma pessoa ganha mensalmente R$5.000,00, as parcelas do financiamento deve ser, no máximo, R$1.500,00. Se estiver comprometido com outros empréstimos, a soma das duas ou mais parcelas não devem ser maior que 30% da renda.
  • Renda insuficiente: Em geral, financiamentos exigem um valor pago como entrada e a quantia restante é divida em parcelas. Assim, quanto mais conseguir pagar como sinal da compra, menor será o valor financiado. Como visto anteriormente, as parcelas mensais para saldar a dívida deve se ater a 30% do salário. Se ultrapassar esse valor, a renda não é compatível com as condições do imóvel desejado.

O que fazer quando o financiamento imobiliário não é aceito?

Se algumas dessas situações descritas ocorrerem, converse com um correspondente bancário para auxiliar nos próximos passos. Verifique as razões pela negativa no pedido e veja se é possível contornar a questão. Se você estiver com nome negativado, apenas com a prescrição ou renegociação será possível conseguir o financiamento, o que pode demorar alguns meses.

Se a recusa for devido à renda insuficiente, é possível escolher pessoas para complementar a renda. Em geral, os seguintes podem ser usados para compor a renda familiar: cônjuge ou companheiro(a), filhos, pais, padrasto ou madrasta, netos, avôs, irmãos, genros ou noras, sogros e cunhados. Desta forma, o limite de financiamento aumenta e a quantia restante é dividida proporcionalmente à renda das pessoas que estão envolvidas na compra do imóvel.

Mas, se mesmo assim não for possível se enquadrar nos critérios exigidos pelas instituições, sabia que adquirir a casa própria ainda é um sonho viável!

Alternativas para comprar seu imóvel:

  • Consórcio imobiliário

Indicado para quem planeja ter um imóvel em médio a longo prazo, o consórcio imobiliário é uma boa alternativa para adquirir a casa própria. O consórcio funciona da seguinte maneira: um grupo de pessoas se reúne, cada um pagando parcelas mensais para uma empresa que irá administrar o dinheiro. Quando o valor arrecadado atinge um montante específico, determinado previamente, um participante é sorteado para comprar casa e, assim, sucessivamente até que todos sejam contemplados com um imóvel.

  • Financiamento direto com a construtora

Outra opção para adquirir a casa própria é negociar um imóvel na planta direto com a construtora. Os critérios para aprovação são mais flexíveis, no entanto, o prazo é menor: de cinco a oito anos. As condições de pagamentos também são diferentes: os juros sobre o valor financiado não são cobrados durante a construção do imóvel. Há, no entanto, uma correção no contrato de acordo com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Após a entrega das chaves, juros sobre o valor do financiamento é cobrado com a taxa de, em média, 12% ao ano somado anualmente o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) .

Quer saber mais sobre como comprar seu imóvel? Acompanhe todas as atualizações do blog Dicas do Clube!

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